Morin

Utopia

 A utopia é simultaneamente o que faz mudar a realidade e o que é incapaz de mudá-la. O realismo é ao mesmo tempo lúcido e cego”.
Diário da Califórnia, 1970, Éditions du Seuil, Paris, Tradução livre Nurimar Falci, São Paulo, Brasil.

“Depois do socialismo, muito se fala em fim da história. Não há espaços para utopias?
Edgar Morin: Essas são frases mediáticas. O que houve foi apenas o desabamento  do comunismo. Os intelectuais erraram ao apresentar a Alemanha, a URSS ou a China de Mao-Tsé-tung como exemplos de liberdade e hoje estão desacreditados. O que vivemos é uma crise do futuro muito mais marcante que o fim das ideologias. Quando o futuro é angustiante, há tendência ao retrocesso. Os seres humanos precisam de pão e água, mas também  de crenças e mitos. As ideologias vão renascer sob outros nomes e formas.”
As várias facetas de Edgar Morin – O renascentista high tech. Jornal Valor, 19 de maio de 2000. São Paulo.


.

Escreva sobre Utopia
Robson Negrão de Silos - Curitiba/PR
16/04/2004 14:36:30

Sempre haverá uma utopia possível, dentro da contextualidade do ensino de Morin....no seu repensamento da reforma tenho reformado o meu pensamento e descoberto dentro em mim um espírito revolucionista, apto a organizar os meus conhecimentos até então embaralhados, espalhados, desorganizados. Começam agora a tomar uma nova forma, a forma de casamento entre a ciência e o humanismo...Graças a Morin, a paz matrimônial voltará a reinar o meu ser coexistêncial.
Thanks Edgar
Robson
Bené Fonteles - Brasília
06/08/2002 16:12:50

É um campo onde a arte gravita no meio da ponte entre o visível e o invisível pensando e sentindo saudades do futuro. Penso que seria nesta utopia do possível fazer um belo casamento entre Joseph Campbell e Morin, entre o científico e o mágico, e saber que tanto a arte como a filosofia são o "ponto em repouso no mundo que se move" como dizia Joseph e recusar criativamente com a epifania do fazer lúdico e artistico, a simples realidade "lúcida e cega".
Mais recentes

eliete viana de souza - pianco
01/09/2010 13:56:59
Oriente
preciso de muitas leitueas de edgar morim

Rosa Trom - São Paulo
10/08/2010 23:55:21
Tempo
O relógio marcava a hora, mas não contava o momento. Oito e vinte e três. Noite de terça-feira de carnaval. A cidade vai, aos poucos, acendendo suas janelas e contando histórias e mostrando um pouco da vida alheia em pequenos flashs de indiscrição noturna. Um rapaz passa pela sala, de cuecas brancas e cabelos lavados. Um pouco de pressa, mas não muita. Um casal janta e assiste à TV tão indiferentes um ao outro quanto ao jantar. O rapaz de cuecas atende ao celular na sacada. O cabelo está quase seco. Um avião passa. Parecia tão calmo e tão seguro cortando as nuvens e indo sempre em frente. O casal termina o jantar. Uma luz do avião pisca para uma antena de televisão. Parecem dois caminhões na estrada trocando sinais amistosos de viajantes recorrentes. Mais uma sala se acende. Agora é a vez do homem do notebook iniciar sua jornada. Todos os dias ele senta-se à mesa com seu computador passa horas e horas com ele. O rapaz ligou a TV e acendeu um cigarro. Ele se esforça fazendo círculos com a fumaça para a TV que o assiste frenética. O tempo está calmo e os carros desfilam sem pressa pela rua. A luz do quarto do casal se acende. Ele prepara a cama e ela dorme no sofá. Há um apartamento desocupado em frente à minha janela. Eu penso em quantos apartamentos desocupados que existem em mim?
A minha sensação é de que há vários apartamentos cheios de entulhos, de restos de coisas que um dia foram completas e hoje são sombras, apenas sombras... obras inacabadas de uma mente em contínua desconstrução que não consegue dimensionar o tempo de suas mudanças e tampouco o espaço necessário para guardar seus espólios... velharias com muito pó e muita teia de aranha. O apartamento que me olha está vazio e limpo. Ele me diz que é preciso esvaziar para recomeçar... Não há como preencher o não vazio, o ocupado... aperto.


CORREA, Fernando - Curitiba
04/08/2010 18:45:48
Sabedoria
Aos refletirmos sobre a sabedoria somos interpelados pelas nossas crenças humanas e religiosas, ao passo que podemos considerar a Sabedoria Divina, que é gratuita e da qual só Deus é o portador, e a sabedoria humana, ou seja, a nossa sabedoria. Conjugar estes dois tipos de sapiência nos revela sermos sujeitos completos em busca de conhecimentos complexos, isso é a verdadeira SABEDORIA.
Profº. Corrêa.

Jefferson Morais Marques - Cubatão
04/08/2010 13:33:12
Ignorância
Ignorância é uma bênção, torna a vida muito mais simples e satisfatória.

Fernanda Laender - São Paulo
12/07/2010 15:19:34
Música

Acho que no curso de Psicologia deveríamos ouvir música. Textos emoldurados pela melodia. Muitas vezes é melhor que os textos acadêmicos!!


Willies Monteiro - Parnaiba
07/07/2010 16:33:35
Infelicidade
O Infeliz nao sabe que faz parte de um todo. Ele se julga o todo e, como assim nao o reconhecem, torna-se infeliz (O infeliz de Sartre, O inferno s'ao os outros)

arturo salce - sao leopoldo
30/06/2010 19:50:45
Eu
cada homem em si e um ecosistema, sua individualidade existe so no terreno abstrato da consciencia ou da inconsciencia, seu comportamento social talvez possa ser comparado a um fractal, o individuo pode nao ser dono de sim.

luiz - junqueiropolis
24/06/2010 12:36:16
Linguagem
sobre sua vida

ÉRICA THAISS - Rio de Janeiro
20/06/2010 22:02:58
Sabor
O Sabor é o máximo entre a expectativa e o objetivo.

beth brait alvim - diadema
19/06/2010 15:36:41
Mistério
mistério é encanto
é o que minimiza a rotina e o que nos cansa
é o que assegura o não infarto
é o que nos faz renascer feito crianças

xxxxxxxx - xxxxxxxx
17/06/2010 11:05:47
Mito
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

juliana - alagoas
09/06/2010 18:35:34
Contradição
contradição: contra a adição que gera contradição.

Zé Carlos Batalhafam - São Paulo
31/05/2010 20:22:23
Surpresa
Só o novo revela o que desconheço e, escolhendo o que posso, alcanço e mereço, mudo o que penso, o passo e o olhar. Absorvendo o novo, olho de novo e, de novo, mudo o jeito de ser.

Zé Carlos Batalhafam - São Paulo
31/05/2010 20:08:23
Acaso
O que há em nós de coincidência ou destino é mais que sonho, busca de amor, desamor, desatino. O que há em nós de sorte ou azar é mais que um jogo; é um mundo exposto e imerso, que às vezes, pelo avesso, buscamos desvendar; é frio, é fogo, que nos queima sem queimar.

vinicius - caxias do sul
23/05/2010 18:39:10
Infelicidade
sonhar ao mesmo tempo esquecer que há um mundo dos sonhos, simples, e real

O que é?

A seção círculo poético é a espinha dorsal deste site. 64 palavras-chave foram selecionadas pela pesquisadora Nurimar Falci, sob orientação de Morin, para proporcionar um acesso inusitado, lúdico e participativo à obra do pensador francês. As palavras são associadas aleatoriamente aos 64 cubos que formam um cubo maior: clique em "índice" para visualizar a disposição espacial das palavras.

Através do "console" (no canto superior direito, abaixo da faixa vermelha) você poderá navegar para as 6 palavras que fazem "fronteira" àquela em que você se encontra.

Leia o texto de Morin, e escreva sobre a palavra-chave que despertar seu interesse...

forma
cima tras dir esq baixo frente